The website uses cookies. By using this site, you agree to our use of cookies as described in the Privacy Policy.
I Agree
Leonardo Kfouri
7 articles
My Web Markups - Leonardo Kfouri
  • Na presença de um transtorno mental, avaliar sua causa ou aspectos relacionados (ex: vitimização ou rejeição familiar); Alguns estudos sugerem que o uso da técnica de escrita expressiva voltada para o estresse pode melhorar o funcionamento psicossocial – principalmente quando há uma carência de apoio social; Há também indícios de que a terapia cognitivo-comportamental adaptada pode se associar a bons resultados em alguns casos; Outra alternativa diz respeito à educação parental e intervenção familiar: abordagens adaptadas para a terapia de família podem ser benéficas.
  • para promover e melhorar a saúde mental de jovens LGB devemos discutir e avaliar a legislação, as ações de programas comunitários e as políticas públicas e escolares. Políticas anti-bullying, currículos inclusivos, treinamento de professores e profissionais que lidam com jovens e o desenvolvimento de grupos de alunos para apoio ou debate desta temática (como ligas acadêmicas) ajudariam na promoção do bem-estar desta população.
  • Outro ponto interessante é a promoção de ambientes com menos barreiras para que haja o encontro de parceiros(as). Muitas vezes esses jovens possuem dificuldade para encontrar locais onde possam conhecer pessoas novas, o que pode fazer com que frequentem ambientes onde podem estar mais expostos a outros fatores que se relacionam à saúde mental (como o álcool). O próprio encontro de um parceiro(a) está associado a melhores níveis de saúde mental.
  • Grupos ou comunidades menos inclusivos se relacionam a maiores índices de violência e descriminação quando comparadas com locais onde há mais aceitação
  • A prática de bullying parece estar relacionada com um aumento da ideação suicida. Apesar disso, ainda são poucas as escolas que adotam medidas anti-bullying
  • Entretanto, o apoio e a aceitação de amigos e familiares (sobretudo, os pais), ter amizade com outras pessoas do grupo LGB ou conseguir manter as amizades que já possuía antes de se assumir são importantes mecanismos protetores para a saúde mental destes jovens.
  • Embora alguns comportamentos possam diminuir com a idade, como é o caso do bullying, alguns trabalhos demonstram que tal diminuição é menor para gays e bissexuais do que para heterossexuais
  • alguns jovens podem sentir-se um peso para as pessoas que lhe são importantes, o que poderia ter relação com o desenvolvimento de quadros depressivos e/ou ideação suicida
  • há maior associação entre tentativas de suicídio e orientação sexual para homossexuais do sexo masculino do que feminino, enquanto os bissexuais apresentariam um aumento de risco para sua saúde mental quando comparados à hétero ou homossexuais exclusivos.
  • os transtornos mentais se iniciaram justamente na adolescência. Enquanto outros trabalhos indicam que os jovens LGB possuem maiores índices de sofrimento emocional, comportamentos disfuncionais, sintomas ansiosos ou relacionados ao humor, ideação e/ou comportamento suicida quando comparados à população heterossexual da mesma idade.
  • comprometimento desproporcional da saúde mental deste grupo.
  • teorias que propõem que as minorias sexuais estão sujeitas a estressores específicos. Tais estressores podem ser externos (ex: discriminação), internos (ex: internalização da homofobia) ou reativa / relacionada à expectativa de que algo negativo lhe aconteça.
  • muitos se assumem numa fase na qual podem estar mais sujeitos a avaliações negativas sem que ainda não tenham necessariamente desenvolvido recursos que as pessoas um pouco mais velhas já possuem para interpretar e lidar com essas ações.
  • como ao longo dos anos a aceitação social da comunidade LGB vêm aumentando, a idade com que os jovens assumem sua identidade, atração e preferência sexual vem diminuindo
  • nos anos 2000, vários países começam a reconhecer as uniões homoafetivas
  • década de 1980, observou-se toda a repercussão e as consequências do surgimento da pandemia de HIV/SIDA
  • mais destaque a partir da década de 1970 com o surgimento de movimentos pelos direitos dos homossexuais, num momento em que também há a retirada da homossexualidade do DSM (1973)
  • identidade sexual, por sua vez, diz respeito a como o indivíduo se sente, enquanto a atração se refere ao que o atrai, seja de forma romântica, como no contexto sexual.
  • expressão sexual é a forma pela qual o indivíduo se expressa e não necessariamente se correlaciona com a identidade ou atração sexual
  • sexo biológico é aquele geneticamente determinado
  • sexualidade como uma construção feita a partir de várias dimensões, que envolvem não apenas o gênero, mas também a expressão corporal, a autoimagem, os valores, a expressão física, a comunicação,
21 annotations
  • primeira opção no trauma de face, queimadura extensa e/ou edema de glote.
  • Crico: pode ser cirúrgica ou percutânea, é o método de resgate quando tudo falha
  • Videolaringoscopia facilita a visualização da glote, mas perde se houver muita secreção e/ou sangramento
  • altas pressões há risco de vazamento
  • possibilidade de adaptação à ventilação mecânica
  • aspiração de secreções não é tão boa
  • Dispositivos extraglóticos permitem ventilação mais eficaz que a máscara-bolsa e são de inserção rápida, em especial o tubo laríngeo ou as máscaras semirrígidas
  • boogie é um dispositivo simples que deve estar sempre próximo a você na laringoscopia, pois pode ser útil quando a visualização da glote é incompleta – Cormack 2 ou 3.
  • recomenda como bloqueador neuromuscular a succinilcolina, mas você deve considerar o uso de rocurônio caso seu hospital disponha do antídoto, o sugamadex.
  • Em pacientes com TCE e convulsão, o midazolam e o propofol têm propriedades anticonvulsivantes
  • hipnóticos, o etomidato é aquele com maior estabilidade cardiovascular
  • só recomendam se houver aumento da pressão intra-abdominal, como em grávidas
  • pressão cricoide é tema controverso, pois se previne broncoaspiração, por outro lado prejudica passagem do TOT
  • cânulas naso e orofaríngeas podem ajudar a desobstruir a via aérea superior, melhorando a passagem do ar para a traqueia e reduzindo a insuflação gástrica
  • ventilação com bolsa-máscara-reservatório é a forma tradicional de suporte ventilatório e deve ser realizada no paciente com drive insatisfatório, seja antes de intubar ou entre as tentativas
  • maior parte das paradas cardiorrespiratórias ocorrem por hipoxemia
  • ventilação e a oxigenação são prioridades:
  • oxigenação passiva durante tentativas de intubação
  • Sequência Rápida de Intubação (SRI): passa a ser chamada de intubação assistida por drogas, mas o passo a passo é o mesmo. Algumas dicas para sequência rápida de intubação orotraqueal na emergência são:
  • Look externally – olhe o paciente. Microstomia, queimadura ou trauma de face, macroglossia são alguns exemplos de dificuldades que podem ser previstas. Evaluate o 3-3-2: três dedos de abertura oral, três para distância mento-hioide e dois dedos para base da língua-cartilagem tireoide. Mallampati: com o paciente sentado, peça para abrir a boca e avalie se é possível ver palato, úvula e/ou orofaringe. Quanto melhor a visualização, mais fácil para intubar. Obstrução: há sinais de obstrução? Esteja atento especialmente para estridor, rouquidão e disfagia. Neck mobility: mobilidade do pescoço. Colar cervical, irradiação e artrose são “inimigos” do posicionamento e visualização da glote.
  • no ATLS, é mantida a recomendação de haver pelo menos dois equipamentos diferentes para manuseio da via aérea.
  • mesmo nos pacientes “negativos”, sem critérios do LEMON, esteja preparado para uma dificuldade não prevista
  • mnemônico LEMON (clique na figura para ampliar) é uma forma de predição da via aérea difícil (VAD)
  • segundo passo é determinar como garantir uma via aérea patente, com boa oxigenação e ventilação. O padrão-ouro, no ATLS, é a intubação traqueal. Contudo, em situações específicas, pode ser necessário dispositivo temporário (extraglótico) ou cirúrgico (crico)
  • Mantenha pronto também material para aspiração. Nós utilizamos muito as sondas flexíveis, mas o ideal seria ter a beira-leito a sonda de Yankouer, que é semirrígida.
  • Houve trauma cervical? Na suspeita, mantenha o colar ou, se não for possível, estabilize a coluna. Trauma de face – se necessária intubação, será uma via aérea difícil. Trauma torácico, com atenção especial para fratura costal e movimento paradoxal Nível consciência – Glasgow < 8 indica intubação. Padrão respiratório – FR, cianose/oximetria, uso musculatura acessória, tiragem, respiração abdominal. O ATLS estimula o uso da oximetria de pulso e da capnografia. Secreção e/ou sangramento de via aérea. Estridor – obstrução da via aérea alta. Já a rouquidão e o enfisema de subcutâneo sugerem trauma de laringe. Queimadura de face e/ou lesão por inalação – risco de deterioração súbita, devendo considerar intubação para proteção da via aérea antes de sinais clínicos de desconforto respiratório.
  • primeiro passo é avaliar o paciente
  • controle da via aérea
  • Os objetivos iniciais são: Patência da via aérea Ventilação Oxigenação Estabilidade cervical
29 annotations
  • pacientes de alto risco ou hipoxêmicos após a oferta inicial de oxigênio, devemos avaliar o benefício de se realizar 4-6 ventilações passivas (“ambuzadas”) após sedação e paralisia
  • acientes de maior risco para dessaturação, podemos substituir a succinilcolina pelo rocurônio (pacientes com succinilcolina tendem a dessaturar mais, e a hipótese aventada para isso é que a miofasciculação da succinilcolina consumiria mais oxigênio)
  • objetivo é alcançar uma SpO2 > 95%. Apesar de não ser possível estabelecer com certeza por quanto tempo o paciente permanecerá sem dessaturar, essa meta permite maior segurança ao procedimento
  • pré oxigenado por 3 minutos ou fazer 8 ventilações com inspiração e expiração máxima, mas essa segunda possibilidade depende mais da possibilidade de cooperação e do status clínico do paciente
  • o paciente deve ficar com a cabeceira elevada a cerca de 30º
  • comparações entre pré oxigenar o paciente a 0º ou com cabeceira elevada, foi visto que esses últimos demoram mais para dessaturar
  • chamado de oxigenação apneica e é uma prática padronizada nas avaliações de morte encefálica, demonstrando sua eficácia
  • ainda a possibilidade de se fazer a pré oxigenação do paciente com um dispositivo e deixar uma cânula nasal com fluxo de 15 L/min acoplada durante todo o período da intubação para que ela continue denitrogenando o paciente durante o período de apneia
  • ofertarmos o oxigênio com pressão positiva através de dispositivos de CPAP ou acoplando-se uma válvula de CPAP no dispositivo máscara-balão com reservatório
  • Uma possibilidade é a abertura máxima possível do fluxômetro, o que geraria um fluxo de até 45-60 L/min. Isso pode ser utilizado tanto para a máscara não reinalante com reservatório, quanto para a máscara-balão com reservatório
  • eve ser acoplado à face do paciente e não deve ter seu balão apertado (“ambuzado”)
  • fluxo de 15 L/min alcança uma FiO2 próxima de 100%
  • dispositivo máscara-balão (Ambu®)
  • permitem sabermos a FiO2 exata que está sendo ofertada
  • máscara Venturi
  • diferente do que seu nome propõe, ela não é tão perfeita e o paciente reinala o ar expirado
  • teoricamente permite que se chegue a uma FiO2 em torno de 100% com um fluxo de 15 L/min
  • máscara não reinalante
  • máscara facial permite fluxos de 8 a 12 L/min
  • cânula nasal é útil para fluxos de até 5 L/min
  • Se o paciente estiver com uma respiração de 24 irpm e fazendo um volume corrente de 400 mL, ele estará com um volume minuto de 9,6 L/min. Caso seja ofertado oxigênio numa taxa de 5 L/min, isso significa que o paciente estará recebendo uma fração inspirada de oxigênio (FiO2) de 52%. Como o nosso objetivo nesse cenário é ofertar uma alta concentração de oxigênio para aumentar a saturação, denitrogenar o paciente e poder intubá-lo, essa estratégia está aquém do necessário. Ao entender isso, podemos compreender o motivo da cânula nasal ser insuficiente ao procedimento
  • dispositivos de oferta de oxigênio são acoplados num fluxômetro, o qual fornece um fluxo de oxigênio puro
  • qual a melhor forma de ofertar essa alta concentração de oxigênio?
  • Idealmente, devemos ofertar uma alta concentração de oxigênio e solicitar que ele faça inspirações profundas, evitando fazer ventilações passivas (por exemplo, “ambuzar”) porque elas podem distender o estômago e aumentar o risco de broncoaspiração
  • Ao ofertarmos oxigênio para o paciente executamos a denitrogenação do sistema respiratório e da corrente sanguínea, ou seja, o oxigênio ocupará o lugar do nitrogênio e teremos uma “reserva” ainda maior de oxigênio impedindo uma dessaturação
  • a curva de dissociação da hemoglobina nos mostra um descenso importante quando abaixo de 90%, indicando que, a partir desse ponto, a queda para níveis ainda menores será bem rápida
  • hipoxemia pode levar a uma parada cardiorrespiratória
  • sedação e a paralisia do paciente o deixamos em apneia e vulnerável à dessaturação
  • pré-oxigenação é um passo importante quando vamos intubar um paciente.
29 annotations
  • 42% dos profissionais que responderam a pesquisa, considerando os que estão e os que não estão no combate ao coronavírus, acreditam que a pandemia dure pelo menos mais um ano
  • 69% dos respondentes que atuam no combate à Covid-19 disseram já ter se imunizado completamente. Cerca de 20% tomaram apenas a primeira dose e 11,3% ainda não haviam recebido nenhuma dose
  • “os dados levantados nessa pesquisa mostram como os profissionais da saúde têm se sacrificado para atender os pacientes com Covid-19, atuando de forma heroica em situações em que faltam leitos de UTI, equipamentos e mão de obra. Esse sacrifício, somado ao alto índice do medo de infecção e transmissão da Covid-19 tem resultado em uma situação de extremo desgaste psicológico e físico para os profissionais da linha de frente”
  • 81% dos profissionais declararem se sentirem mais preparados tecnicamente para lidar com os pacientes infectados, em comparação ao ano passado, 53,7% discordam que se sentem mais amparados psicologicamente em seus ambientes de trabalho
  • nove meses da pesquisa que demonstrou a prevalência de burnout em 83% dos médicos da linha de frente
  • Saúde mental
  • 71% dos entrevistados relataram alguma indisponibilidade de leitos de UTI, 57% afirmaram falta de respiradores e 68% disseram que os locais onde trabalham também sofrem com falta de profissionais para atender à demanda
  • preocupação, diretamente relacionada, é de ter a doença: 88% dos profissionais entrevistados que ainda não tiveram (42%) têm medo de contrair a Covid-19; e entre aqueles que já foram diagnosticados (58%), 86% temem se reinfectar
  • o principal medo que esses profissionais têm é de levar a Covid-19 para dentro de casa: 97% deles disseram temer infectar seus familiares
  • Um ano de pandemia: cerca de 90% dos profissionais de saúde estão esgotados
10 annotations